"Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor Mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha
Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim
Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz"
Rita Lee
Eu escrevo como se fosse para salvar a vida de alguém. Provavelmente a minha própria vida. (Clarice Lispector)
domingo, 28 de novembro de 2010
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Um filme coreano.
Estou sendo fiel na minha decisão de não ver quem eu não devo ver, nem atender quem eu não devo atender, e isso me deixa mais inquieta do que de costume. o barulho da chuva não ajuda muito, trazem lembranças, me magoa, me afeta como uma bofetada na cara. continuo rasgada por dentro mas os dados ainda estão rolando, e uma hora ou outra eu vou ficar bem. fim de ano é sempre assim, como em um filme coreano, cheio de gritaria, e acabando sempre em tragédia, mas ás vezes até que faz bem, me faz sentir viva, embora eu sei que quando eu escutar os fogos de natal eu vou chorar, vou chorar de dar dó, chorar todo o buraco, a lama, todo o poço existente em mim, sentindo toda dor que ele e todos os outros e tudo me deu esse ano, e isso vai ser bom, porque de algum modo vejo isso como algo que se chama sacríficio, foi o que o menino que nasceu nessa mesma data fez por mim, sacríficio, dor, pelos outros , sem passar isso para os outros, sentir dor sozinha, pelos outros, pela humanidade. eu não quero me comparar ao Mestre, mas é um modo que eu sempre tentei seguir dele, me sacrificar pelas pessoas, ás vezes, pelo bem delas, sentir amor verdadeiro, na verdade, e de verdade, não o que essa molecada de hoje em dia diz sentir. e vou me sentir bem por isso, por estar comemorando conforme deve ser comemorado. E nos fogos de ano novo, não importa como esteja minha situação, eu irei beber muito, rir muito, dançar muito e festejar, porque já vou estar limpa, liberta, pronta pra mais um ano que se inicia, e com ele, como sempre, muitas histórias, personagens, músicas, cores e sabores. e bem no fundo, acho que isso que é viver, e mais no fundo ainda, eu gosto disso.
Agora eu fico aqui, quieta, observando minha árvore de natal piscar, a taça de vinho vazia do lado dela, aliança no meu dedo e tudo bem. como sempre, daqui uns anos vou sentir saudade disso tudo. e bem no fundo eu também gosto disso. sempre gostei muito de sentir .. dor, amor, paixão, alegria, qualquer coisa, só não gosto do vazio. ou do pouco.
As coisas vão mudar daqui pra frente, e embora eu esteja feliz com isso, ainda fico com um pouco de medo. estou indo em direção a noite escura, ao desconhecido. e minha curiosidade pra saber no que vai dar tudo isso prende minhas ações pra que tudo isso aconteça, mas até o natal quem sabe eu já não aprendi a me controlar. de qualquer jeito, o que me define hoje é um dos trechos favoritos do Caio Fernando Abreu " Mas para você, revelo humilde: o que importa é a Senhora Dona Vida, coberta de ouro e prata e sangue e musgo do tempo e creme Chantilly às vezes e confetes de algum carnaval, descobrindo pouco apouco seu rosto horrendo e deslumbrante. Precisamos suportar. E beijá-la na boca. De alguma forma
absurda, nunca estive tão bem."
Agora eu fico aqui, quieta, observando minha árvore de natal piscar, a taça de vinho vazia do lado dela, aliança no meu dedo e tudo bem. como sempre, daqui uns anos vou sentir saudade disso tudo. e bem no fundo eu também gosto disso. sempre gostei muito de sentir .. dor, amor, paixão, alegria, qualquer coisa, só não gosto do vazio. ou do pouco.
As coisas vão mudar daqui pra frente, e embora eu esteja feliz com isso, ainda fico com um pouco de medo. estou indo em direção a noite escura, ao desconhecido. e minha curiosidade pra saber no que vai dar tudo isso prende minhas ações pra que tudo isso aconteça, mas até o natal quem sabe eu já não aprendi a me controlar. de qualquer jeito, o que me define hoje é um dos trechos favoritos do Caio Fernando Abreu " Mas para você, revelo humilde: o que importa é a Senhora Dona Vida, coberta de ouro e prata e sangue e musgo do tempo e creme Chantilly às vezes e confetes de algum carnaval, descobrindo pouco apouco seu rosto horrendo e deslumbrante. Precisamos suportar. E beijá-la na boca. De alguma forma
absurda, nunca estive tão bem."
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Comédia romântica.
Como me sinto hoje ? ah muito bem, obrigada. não acordei muito disposta, ainda de coração meio rasgado, usei um incenso e uma oração como bandaid, continuo disposta a mudar, continuo tentando recuperar minha essência, minhas vontades, baseada na vontade do Mestre, é claro. estive me lembrando de um dia passado, uma carona, os mesmos sentimentos ardendo na pele com a presença da lembrança.
" - Tudo depende da sua maneira de enxergar". ah boy, e como enxergar essa situação que estou agora ?
um romance complicado ? uma comédia romântica .. quando eu decidi não te ver mais, eu sabia que estava mentindo pra mim mesma, eu ainda vou te ver, eu sei, eu amo bem mais ele do que amo você, aliás, eu nem amo você ainda, mas sei que posso amar, e mais do que você espera. engraçado eu escrever como se você fosse ler, como se fosse falando com você e não comigo mesma .. é a loucura, boy, a loucura que eu tentava explicar pra você aquele dia no carro, mas você se assustou. eu te entendo. o que eu não entendo é a razão de você ter aparecido na minha vida, e feito a maior bagunça, porque se tudo tem um porque, se nada é por acaso, pra que você surgiu ? o que devo aprender com isso ?
eu queria poder voltar no tempo e explicar porque eu mandei você parar, e te abraçar forte pra você tirar aquele semblante triste da sua face, tão perfeita. e queria também poder viajar ao futuro, pra saber quais os passos certos a serem tomados, quais decisões, e saber quem vai estar comigo no final, você, ele, ou nenhum dos dois. um terceiro, uma terceira. mas eu não posso boy, e disso fica esse medo de cair, de te machucar, de me machucar, de machucar. acho que o único modo que posso usar pra fugir de todas essas questões e continuar não agindo é usando aquelas três frases mágicas que me trazer um pouco de paz : "nada é por acaso", "o que tiver de ser será " e " Que siga o tempo, senhor de tudo "
" - Tudo depende da sua maneira de enxergar". ah boy, e como enxergar essa situação que estou agora ?
um romance complicado ? uma comédia romântica .. quando eu decidi não te ver mais, eu sabia que estava mentindo pra mim mesma, eu ainda vou te ver, eu sei, eu amo bem mais ele do que amo você, aliás, eu nem amo você ainda, mas sei que posso amar, e mais do que você espera. engraçado eu escrever como se você fosse ler, como se fosse falando com você e não comigo mesma .. é a loucura, boy, a loucura que eu tentava explicar pra você aquele dia no carro, mas você se assustou. eu te entendo. o que eu não entendo é a razão de você ter aparecido na minha vida, e feito a maior bagunça, porque se tudo tem um porque, se nada é por acaso, pra que você surgiu ? o que devo aprender com isso ?
eu queria poder voltar no tempo e explicar porque eu mandei você parar, e te abraçar forte pra você tirar aquele semblante triste da sua face, tão perfeita. e queria também poder viajar ao futuro, pra saber quais os passos certos a serem tomados, quais decisões, e saber quem vai estar comigo no final, você, ele, ou nenhum dos dois. um terceiro, uma terceira. mas eu não posso boy, e disso fica esse medo de cair, de te machucar, de me machucar, de machucar. acho que o único modo que posso usar pra fugir de todas essas questões e continuar não agindo é usando aquelas três frases mágicas que me trazer um pouco de paz : "nada é por acaso", "o que tiver de ser será " e " Que siga o tempo, senhor de tudo "
Mutável.
Há quem diga que eu sou uma pessoa má, uma devasta, coração de pedra, o que no meu ponto de vista, não é verdade. Mas também há quem diga que eu sou uma pessoa muito doce, que sempre está disposta a ajudar, a fazer o bem, quase uma santa, o que também não é verdade no meu ponto de vista. não me defino, e não é por medo de me limitar, e sim porque eu mudo dia após dia, é claro que como todas as pessoas, eu tento mudar pra melhor, ser mais doce, mas não é tão fácil quanto parece, não pra mim. ás vezes sinto que a imagem refletida no espelho é de fato o meu pior inimigo. pois vejam, meus amigos, tenho 17 anos e muitas marcas nessa pequena estrada, eu sei que nunca ninguém irá me compreender totalmente, mesmo aqueles que conhecem minha história, mas ninguém conhece minha alma, e nem é compreensão o que busco. eis o problema, não sei o que busco. porque cada dia acordo com um personagem diferente buscando algo diferente, não é bipolaridade, nem é a idade, é uma mutação que ás vezes me prejudica, e acaba prejudicando quem vive comigo. eu só quero ser doce, eis o que sou, alguém tentando ser doce, alguém tentando recuperar a alma. a essência da alma, nesse mundo de lixo em que vivo.. e o meio que achei pra tentar encontrar a cura, aliviar minha alma e ser alguém melhor foi este, escrever. pra mim mesma. desde muito pequena faço diários, que hoje são só pó, mas sempre foram muito úteis quando eu precisava, agora é passado, e o que sou hoje é o que interessa. embora eu sempre começo a escrever no dia 1º de janeiro, quis que esse fosse diferente, porque quero que esse seja diferente dos outros. e vai ser. ainda estou sobre o efeito das drogas lícitas, mas decidi começar a escrever agora, dia 24 de novembro de 2010, pra terminar no dia 24 de novembro de 2011. exato um ano, mas não do começo ao fim.
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